Bonito MS – Flutuação no Rio da Prata

Considerado uma das poucas atrações 5 estrelas do Brasil, pelo Guia Quatro Rodas (em Bonito, a flutuação do Rio Sucuri e o Abismo Anhumas também têm esse privilégio) e um dos 1000 Lugares para Conhecer antes de Morrer, do livro de Patrícia Schultz,  o passeio de flutuação no Rio da Prata acumula essas e outras recomendações, caso você não confie apenas nas minhas palavras.

Até poderia dizer que eu não tenho palavras para dizer o quanto eu gostei, mas isso aqui é um blog e as palavras são meu meio de trabalho, então elas não podem faltar.

Flutuar em um dos rios de Bonito é um dos passeios imperdíveis para se fazer por lá. Ao mesmo tempo extremamente relaxante e empolgante, você mergulha em um rio de águas cristalinas e cruza com diversos peixes pelo caminho.

Além das palavras desse post, fotos e filmagens também irão me ajudar nessa tarefa. Ao editar o vídeo com as imagens da flutuação (que você encontra no final desse post), um pouco da emoção da experiência voltou. Espero que vocês também consigam sentir (ou lembrar, para quem já fez) um pouco do que é a flutuação.

Bonito MS – Flutuação no Rio da Prata

Emoção em palavras, fotos e filmagens nas águas cristalinas de Bonito

Flutuação no Rio da Prata - Bonito
Um rio de águas tão cristalinas que a água simplesmente parece não existir

Vamos começar “consertando” duas informações sobre a flutuação do Rio da Prata.

  • O Rio da Prata fica na verdade no município de Jardim, vizinho de Bonito. Mas como Bonito é o destino mais famoso, acabou levando a fama.
  • A flutuação começa na realidade no Rio Olho d’Água. Só do meio para o final é que o rio Olho d’Água encontra o Rio da Prata e a flutuação continua.
Mapa da localização do Rio da Prata, no caminho para a cidade de Jardim/MS

Veja mapa no Google Maps

É um dos passeios mais distantes do centro de Bonito, portanto é necessário reservar com antecedência a sua flutuação. Isso porque é uma das atividades mais concorridas, e você não vai querer perder a viagem ou até mesmo ficar sem fazer essa flutuação.

A estrada é um pouco chatinha até lá, com alguns trechos de terra.

Dicas e Informações Gerais

O que fazer em Bonito - Flutuação no Rio da Prata

  • Os passeios devem ser reservados através de agências de turismo. Não é possível comprar diretamente no Rio da Prata. Nós contamos com o suporte da agência Águas Turismo, localizada no Hotel Pousada Águas de Bonito, onde ficamos hospedados.
  • Veja relação de algumas agências e operadoras que trabalham com a Rio da Prata.
  • Por lei municipal, todos os passeios em Bonito são acompanhados de um guia de turismo. Isso vale tanto para a trilha de acesso ao Rio da Prata como para a flutuação.
  • Como a estrada é de terra até Jardim, a recomendação é dirigir com a velocidade entre 30 e 50 km/h.
  • O Recanto Ecológico Rio da Prata fica em um fazenda particular. Não há transporte público até o local. Você pode ir com veículo próprio ou contratar um transfer. Já considere isso na hora em que for reservar a flutuação.
  • Esse foi o item mais problemático: como você irá flutuar na nascente de um rio, não é permitido usar protetores solares ou repelentes. Prepare-se, os mosquitos castigam!
  • Mas leve mesmo assim os protetores ou repelentes para usar no final da flutuação. A gente desembarca em um ponto e depois ainda tem que andar um pouco, e nesse trecho os mosquitos ainda parecem mais vorazes. O pessoal da Rio da Prata leva parte dos seus pertences para o ponto final da flutuação, onde você pode pegar roupas e o repelente, por exemplo.
  • O Rio da Prata disponibiliza aluguel de câmeras subaquáticas. Custava R$ 65,00 na data da nossa visita. Para quem não tem, vale muito a pena.

Recanto Ecológico do Rio da Prata
Na entrada do Recanto Ecológico do Rio da Prata

Afinal chegamos no Recanto Ecológico, mas ainda não era hora de fazer a flutuação. Os grupos vão chegando e se organizando, e a espera foi um pouco demorada até chegar a nossa vez.

A sorte é que a estrutura do Recanto Ecológico do Rio da Prata é bem gostosa. Tem uma sala com televisão, lojinha de lembranças (com preços convidativos) e redes para quem quer relaxar. Dá vontade de ficar por lá o dia inteiro (aliás, recomendável para quem tem mais tempo em Bonito). Outras atividades por lá são também o passeio a cavalo e a observação de aves.

Afinal, chegou nossa hora de começar o passeio. Passamos por um lugar para pegar as roupas e botas de neoprene, máscara de mergulho e snorkel, já inclusos no valor do passeio. Quem preferir, pode também pedir o colete salva-vidas (também incluso), mas não é obrigatório. Como não sei nadar, achei melhor pedir, mas a roupa de neoprene ajuda na flutuação.

O rio é raso na maior parte dos trechos, mas em alguns é bem fundo, então por via das dúvidas achei melhor levar o colete. Outro motivo é que não é permitido encostar no leito do rio, pois isso levanta sedimentos.

Trecho raso do Rio Olho D'Água - Flutuação no Rio da Prata

Trecho mais fundo do Rio da Prata, próximo do vulcão <

Apesar de não ser preciso nadar, é preciso algum preparo físico, já que a flutuação tem cerca de 2.600 metros ou aproximadamente 2 horas. Não vou mentir, fiquei um pouco cansado no final da atividade.

Transporte e início da trilha interpretativa

Mas vamos voltar ao começo. Antes de começar tudo, pegamos um caminhão que nos leva até o início de uma trilha pela mata ciliar. É uma trilha interpretativa, o guia nos acompanha falando um pouco sobre a mata do local.

O problema da trilha foram os mosquitos. Mesmo usando as roupas de neoprene, eles atacavam todas as brechinhas de pele que sobraram, inclusive no rosto e pescoço (lembrando que não podíamos usar repelente). A quantidade de mosquitos era impressionante. Foi punk e só nos fazia querer entrar logo no rio. Mas a questão dos mosquitos varia conforme o dia, demos bastante azar.

Treinamento na nascente do Olho D’Água

Então, quando chegamos no ponto de entrada no rio, foi aquele alívio. O primeiro trecho é uma imensa piscina natural de águas impressionantemente cristalinas, a nascente do Rio Olho D’Água. Ali damos um pequena volta de treinamento para testar a adaptação aos equipamentos, antes de começar a flutuação.

Fique atento e prepare suas máquinas. Apesar de ser só um treinamento, essa é uma das áreas mais interessantes e bonitas da flutuação. Muitos peixes e as cores da água impressionam logo de cara. 

Flutuação no Rio da Prata - Nascente do Rio Olho d'Água
A nascente do rio Olho D’Água é o ponto de treinamento para a flutuação

Apesar de não ser necessário saber nadar, é preciso alguma experiência com o uso da máscara e do snorkel. No meu caso, experiência adicional pois a barba atrapalha na aderência da máscara. Se você é barbado, procure aparar sua barba ou bigode o máximo possível.

Mas tinha sofrido mais no Rio Sucuri, flutuação que tínhamos feito no dia anterior.

Depois de uns bons minutos circundando esse trecho inicial, voltamos para a área do deck, onde todos receberam instruções para iniciar a flutuação. Entre as principais, não se afastar dos demais, mas também manter um espaço para não atrapalhar a flutuação do colega. E evitar sempre colocar os pés no leito do rio.

Início da flutuação

No início rola aquele frenesi para fotografar e ser fotografado na flutuação.

Foi o que fizemos, em duas câmeras e revezando: a GoPro e uma mais antiga da Kodak. Apesar dos registros da GoPro serem infinitamente melhores, a grande angular distancia os objetos, então caso queira fotografar os peixes bem de pertinho, aproxime-se bem ou use o bastão retrátil. Nós usamos apenas um flutuante e tivemos dificuldades.

Flutuação em Bonito - GoPro
Eu e Cleber fotografando e sendo fotografados durante a flutuação

Sobre os peixes de Bonito, vimos uma grande variedade. Entre os principais, podemos citar os piraputangas (os mais fáceis de ver), os dourados, os curimbatás, os piaus e os matogrossinhos (menorzinhos).

Não sou muito craque para identificar os tipos de peixes, mas o importante é que é muito gostoso você seguir o curso do rio e de repente se ver acompanhado de alguns peixes. A maior parte do tempo, no entanto, você cruza por eles, não os acompanha. Mas é lindo e emocionante de qualquer jeito.

Piraputanga - Bonito
Quando aparecem os cardumes, é aquela emoção, como esses piraputangas 


Curimbatá em registro da GoPro

Dourado em Bonito
Registro de um dourado, dessa vez pela câmera Kodak Playsport

Depois de algum tempo curtindo as fotos, e como o percurso é bem longo, resolvemos relaxar e apenas curtir a flutuação, sem fotografar. Vale a pena. São 2 km de percurso, então dá tempo para fazer de tudo um pouco.

Em um determinado trecho, fomos parados pelo guia. No próximo trecho, a calmaria de seguir flutuando pelo rio iria acabar e pegaríamos uma forte correnteza no rio. O guia passou algumas instruções e bateu a adrenalina. Se não seguíssemos a orientação, poderíamos sair do percurso. E nos jogamos na correnteza.

No final deu tudo certo e o trecho é tão incrível como rápido. Veja no vídeo (é o trecho sem música).

Depois, novamente pudemos relaxar até chegar ao encontro do rio Olho D’Água (que era até então o rio de nossa flutuação) até o Rio da Prata.

A flutuação no Prata acontece nos últimos 600 metros do percurso e sua principal característica é o vulcão, um trecho em que a água brota do solo causando uma espécie de efervescência na água. Incrível.

Vulcão do Rio da Prata
O Cleber desceu lá perto do vulcão do Rio da Prata para uma foto

É nesse trecho final, do Rio da Prata, que quem está mais cansado pode optar por seguir o percurso a bordo de um pequeno barco de apoio. É uma boa oportunidade para tirar algumas fotos e curtir o visual do lado de fora do rio.

Afinal chegamos em outro deck onde terminou nossa flutuação, quase 2 horas depois de seu início.

Tivemos que tirar as roupas de neoprene e o lance é passar o repelente rapidamente (no final tá liberado) e colocar a roupa. Eu fui seriamente atacado pelos mosquitos.


Barco de apoio e piraputangas no final da flutuação

A essa altura do campeonato, já eram quase 13h e voltamos de caminhão para o ponto de apoio da fazenda, onde pudemos afinal fazer uma bela refeição, que inclui também doces caseiros. Entre o almoço e a nossa partida, ainda deu para relaxar e trocar ideia com o pessoal sobre a experiência que tínhamos vivenciado.

FICHA TÉCNICA:

Passeio: Flutuação no Rio da Prata
Direção: Jardim – Mato Grosso do Sul, cerca de 50 km distante de Bonito
Produção: R$ 162,00 na alta e R$ 132,00 na baixa estação. Almoço opcional (R$ 36,00)
Fotografia: Cleber Alcantara e Fábio Pastorello
O melhor: alguns trechos são inesquecíveis, como o início da nascente do rio Olho D’Água, os encontros com os peixes, a corredeira e o vulcão. Mas a experiência é, como um todo, sensacional.
O pior: os mosquitos, definitivamente. Uma tortura durante a trilha interpretativa.
Ano: 2014
País: Brasil
Avaliação: ★★★★

Confira também a experiência das meninas do Marola com Carambola:
Bonito – Flutuação no Rio da Prata

A hospedagem do Viagens Cinematográficas em Bonito foi um convite e cortesia do Hotel Pousada Águas de Bonito e o passeio contou com o apoio do Grupo Rio da Prata. As opiniões aqui expressas representam a nossa livre opinião e baseadas em nossa experiência nos locais. 

Não deixe de conferir o vídeo dessa experiência. Se possível, assista em tela cheia para mergulhar com a gente nessa maravilha.

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