Bonito MS – 6 Cachoeiras na Estância Mimosa

Quem faz uma viagem para Bonito vai ansioso por suas deliciosas flutuações. Mas a cidade é cercada de ótimos passeios e atrações, e fazer turismo em Bonito exige alguns dias a mais para explorar tudo o que ela tem de bom a oferecer. 

Um desses passeios imperdíveis é a Estância Mimosa Ecoturismo, localizada a 24 km de Bonito. O lugar é incrível, são 8 cachoeiras, uma mais bonita e surpreendente que a outra. Nós conhecemos 6 delas. Além da beleza, algumas delas proporcionam experiências fascinantes, como o mergulho ou ficar em cavernas embaixo de suas quedas. 

Confira nesse post as seis cachoeiras que conhecemos na Estância Mimosa e algumas dicas de como explorá-las (atenção: esse texto pode conter spoilers). 

Bonito/MS: Estância Mimosa Ecoturismo

6 (ou 8) cachoeiras para contemplar e explorar de vários ângulos

de 

Cachoeira do Salto Estância Mimosa Bonito MS
Cachoeira do Salto vista de pertinho, uma das cachoeiras no roteiro da Estância Mimosa em Bonito

No post O que fazer em Bonito, já vimos algumas dicas práticas de como chegar na Estância Mimosa. Agora, vamos partir direto para nosso dia por lá e o circuito das oito cachoeiras.

A estrutura da fazenda Estância Mimosa é relativamente recente. Foi em 1998 que o atual proprietário adquiriu a fazenda com a intenção de transformá-la em atrativo turístico de Bonito. Mas o Ecoturismo não está só no nome.

Existe uma preocupação de manter atividades turísticas de baixo impacto ambiental. Por isso os passeios são sempre monitorados pelos guias, mas as diretrizes de sustentabilidade também incluem contratação de mão de obra local, valorização da cultura regional, produção de parte dos alimentos que serão consumidos pelos visitantes, viveiros, entre outros.

Receptivo da fazenda da Estância Mimosa

O passeio que fizemos foi o da Trilha e Banho de Cachoeiras. No valor do passeio está incluso um guia que acompanha um grupo de até 12 pessoas, colete salva-vidas e um seguro contra acidentes. Não é possível conhecer as cachoeiras sem o acompanhamento do guia.

O almoço é um dos destaques, preparado em fogão a lenha, que também conta com uma boa opção de saladas dispostas em charmoso ambiente com uma bica de água corrente, além dos deliciosos doces. Você pode almoçar ou até mesmo dar uma paradinha para um lanche após a trilha. Dá aquela recarregada. 

  

Antes de começar a trilha, passamos no receptivo da fazenda, para conferir e chegar bem pertinho do jacaré de papo amarelo. O jacaré mora na lagoa e tem nome, chama-se Tony. Mas na realidade vimos dois deles.

Dá para chegar pertinho dos jacarés de papo amarelo, quer dizer, não muito pertinho né?
Jacaré de papo amarelo, na Estância Mimosa

Depois das orientações iniciais do nosso guia na sala de equipamentos, embarcamos num veículo até o ponto inicial de nossa trilha. A trilha tem um total de 3.500 metros e é percorrida em cerca de 3,5 horas.

Dicas 

  • No começo do passeio, partimos para um ponto de apoio onde aqueles que precisam escolhem um colete salva-vidas. Para eu que não sei nadar, foi ótimo, mas o uso é opcional; quem sabe nadar não precisa se preocupar.
  • As cachoeiras ficam na extensão do Rio Mimoso e a trilha percorre a mata ciliar da região. Previna-se (muito) utilizando repelentes, os mosquitos são muito cruéis. O pior é que a cada momento que você entra nas cachoeiras, é preciso passar novamente o repelente.

  • Também há a possibilidade de alugar botas de neoprene, ótimas para andar nas pedras das cachoeiras sem machucar os pés. O aluguel das botas sai por R$ 3,00. Compensa muito.
  • A trilha é bastante tranquila, com alguns pontos de pontes suspensas feitas com madeira. Mas mesmo nos demais pontos, não há grandes riscos ou terrenos escorregadios. Mas novamente, a bota de neoprene ajuda bastante.
  • Existem alguns trechos de subida que podem ser um pouco mais cansativos para quem não tem muito preparo físico. Mas são rápidos.
  • Mesmo assim, achamos excelente que em diversos pontos da trilha existem kits de primeiros socorros, o que demonstra a excelente infraestrutura e apoio ao turista. É o SGS – Sistema de Gestão de Segurança, certificado pela ABNT.
Trilhas suspensas de madeira ajudam bastante a explorar as cachoeiras do circuito na Mimosa


Para começar nosso circuito, começamos pelo final da trilha.

Se olharmos o mapa (vide ao lado o mapa da trilha, da Estância Mimosa), a primeira cachoeira do circuito é a Cachoeira do Mutum (e também a mais próxima do receptivo), mas deixamos ela para o final. A ordem dos fatores não interfere no resultado, certo.

Infelizmente não realizamos parte do roteiro, que compreende a escadaria da subida da serra, a Cachoeira do Surucuá (onde há o embarque para um passeio de barco) e a Cachoeira do Sinhozinho. Por isso o título do nosso post foi 6 Cachoeiras na Estância Mimosa e não 8.

O grupo que nos acompanhava era composto por algumas pessoas que estavam cansadas após uma longa viagem. Eles não estavam muito dispostos para grandes caminhadas.

No caminho, além das cachoeiras, vale ficar atento às explicações do guia sobre a vegetação. A trilha também é chamada de trilha de interpretação.

Em meio à mata ciliar que acompanha o Rio Mimoso

1 – Cachoeira da Água Doce

Primeira cachoeira do circuito. A beleza da cachoeira é impressionante, são diversas quedas que convergem para um poço. Infelizmente chovia (com momentos alternados de sol), então resolvemos escolher com critério em quais cachoeiras iríamos entrar.

No nosso grupo também poucos se animaram a entrar nas cachoeiras. Nessa só o Cleber entrou enquanto eu fiquei do lado de fora treinando algumas fotos de longa exposição.

Cachoeira da Água Doce Estação Mimosa Bonito MS
Cachoeira da Água Doce

No alto da Água Doce já é possível avistar a Cachoeira do Sol, a próxima do circuito.

2 – Cachoeira do Sol

Na segunda cachoeira, encontramos a maior queda da Estância Mimosa e também com a maior área para banho. Existem duas plataformas de embarque. Da plataforma que começamos não dava para ver o tamanho da queda, mas começamos a nadar até a sua base, acompanhados pelo nosso guia.

Cachoeira do Sol, vista de ladinho

Como em alguns trechos a correnteza é um pouco forte, o guia levou uma bóia que ajuda em alguns momentos em que eu, por exemplo, não conseguia nadar com o colete salva-vidas.

Afinal, passamos por uma das primeiras quedas do caminho, mas ainda não era a maior. Em breve chegamos numa grande rocha e uma gruta formada embaixo dela.

Infelizmente, por causa das chuvas, as águas das cachoeiras estavam com uma cor entre o marrom e o amarelo, mas originalmente elas ficam bem verdinhas e, segundo o site da Estância Mimosa, pode ser “observado uma água surreal com um reflexo de luz verde debaixo para cima”. A conferir numa próxima vez. 🙁

  

Lá na gruta ainda encontramos um passarinho descansando debaixo da cachoeira.

Ficamos curtindo um pouco a gruta e partimos para atravessar a queda d’água. É muita água e eu acabei me atrapalhando um pouco na travessia, e depois de algum tempo nadando nadando nadando sem sair do lugar (e o pior, bem embaixo da queda d’água e segurando uma máquina fotográfica), consegui atravessar.

Com cara de sobrevivente, depois de atravessar a queda d’água da Cachoeira do Sol (e olha quem apareceu)
Fomos parar do outro lado do rio, onde existe uma outra plataforma. O sol também resolveu aparecer e deixou tudo um pouco mais bonito. 
 
Descansei um pouco e nadamos de volta para o nosso ponto de saída, onde o resto do grupo aguardava a gente. 
 

3 – Cachoeira do Salto

 
Nem eu nem o Cleber tivemos coragem de pular da Cachoeira do Salto, que é uma senhora plataforma. São 6 metros de altura e área de banho pode chegar até a 4 metros de profundidade. Pelo menos vale como mirante, aliás além da plataforma, existe um mirante onde é possível tirar uma foto mais próxima da cachoeira (a primeira foto desse post). 
 
Apesar de não termos pulado, uma das pessoas de nosso grupo pulou. Apesar de alguns não estarem muitos animados para as cachoeiras, pelo menos havia uma corajosa, que deu um belo pulo. 
 
Um salto na Cachoeira do Salto

4 – Cachoeira do Desejo

Na sequência, fizemos essa linda cachoeira, que além de uma das mais bonitas, também permite uma experiência bem interessante. É possível nadar até a sua base e conferir o que do lado de dentro dela.

O pessoal do nosso grupo estava realmente cansado e resolveram ir embora no meio do percurso. Melhor assim, a partir dali pudemos curtir melhor o passeio, sem a pressão das pessoas esperando a gente terminar de curtir as cachoeiras.

O nome dessa cachoeira vem do que você encontra justamente lá debaixo, em um gruta formada embaixo de sua queda.

“Diz a lenda que esta cachoeira realiza seus desejos, basta imaginar seu pedido e nadar até atravessar a queda d’água, olhar para a esquerda no alto e seu desejo será realizado. Se é verdade, não sabemos! Mas, podemos afirmar que todos saem rindo e felizes!” Fonte: Estância Mimosa

Inicialmente tiramos algumas fotos do lado externo, para depois ir até lá conferir afinal qual o segredo (que obviamente não iremos contar: esse texto NÃO contém spoilers).

Cachoeira do Desejo Estação Mimosa Bonito
Cachoeira do Desejo
Nas fotos abaixo, a primeira foto foi tirada debaixo da cachoeira, que mostra o tronco de uma árvore cravado nas rochas.
Na outra foto, eu ainda fora e Cleber debaixo da queda. Apesar do lago dessa cachoeira ser fundo, chegando a 2 metros de profundidade, na área debaixo das quedas é possível caminhar e se apoiar nas pedras. Por via das dúvidas, entrei com colete mesmo.
  

5 – Cachoeira do Saí-andorinha

Bem ao lado da Cachoeira do Desejo, está a pequena Saí-andorinha. É uma cachoeira mais indicada para tirar retratos, pois é possível ficar em pé ou sentado bem próximo das quedas. Aqui dispensei o colete salva-vidas. Também é ótima para relaxar e curtir um pouco de hidromassagem natural.

Veja as fotos que tiramos por lá.

  
Na chegada em cada cachoeira, uma placa apresenta algumas informações sobre o local

6 – Cachoeira do Mutum

A última cachoeira que visitamos e onde tivemos algum tempo adicional para curtir. Ela possui uma pedra onde é possível se apoiar e ficar sentado ou de pé na base da queda. No restante, o lago tem cerca de 2 metros de profundidade (todas essas informações são encontradas em placas na chegada em cada cachoeira).

Nosso guia fotógrafo se empolgou e tirou alguns retratos nossos que ficaram ótimos.

Cachoeira do Mutum
Tirando algumas fotos na base da cachoeira

Só que o ficou faltando mesmo são as águas verdinhas do rio Mimoso.

Eu nas águas e Cleber apoiado na pedra na Cachoeira do Mutum

Na volta, ainda tinha pipoca, chipa de queijo e um cafezinho para o nosso lanche de final de tarde. Bom demais. Além dos mimos da Mimosa, o pessoal da fazenda é muito simpático e nos recepcionou super bem. Adoramos!

Lanche no final do passeio

Fonte:
Estância Mimosa Ecoturismo: Trilhas e Cachoeiras

FICHA TÉCNICA:

Direção: 24 km do centro de Bonito – Mato Grosso do Sul
Produção: R$ 116,00 na baixa estação e R$ 132,00 na alta estação (almoço incluído). O transfer pode custar cerca de R$ 40,00 por pessoa.
Fotografia: Fábio Pastorello
O melhor: além das cachoeiras serem muito bonitas, é incrível poder curtir algumas experiências dentro delas, como entrar em suas grutas e descobrir os seus “segredos”
O pior: quando chove, o rio Mimoso perde a coloração esverdeada, que foi o que aconteceu conosco, mesmo assim o passeio ainda vale muito a pena
Ano: 2014
País: Brasil
Avaliação: ★★★★
 
A hospedagem do Viagens Cinematográficas em Bonito foi um convite e cortesia do Hotel Pousada Águas de Bonito e o passeio contou com o apoio da Estância Mimosa Ecoturismo. As opiniões aqui expressas representam a nossa livre opinião e baseadas em nossa experiência nos locais. 
 
© 2014 Fabio Pastorello. Todos os direitos reservados. A reprodução de textos e/ou imagens não é permitida sem prévia autorização do autor.

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