Bonito MS – Grutas de São Miguel

Mais um passeio imperdível para se conferir em Bonito, Mato Grosso do Sul.

Se a imagem mais famosa e cartão postal de Bonito é a Gruta do Lago Azul, não muito distante dali está um complexo de grutas de incrível beleza. Ao contrário da Gruta do Lago Azul, as Grutas de São Miguel são secas (ou seja, não contém um lago), o que permite que o visitante caminhe por vários trechos.

Formada pela dissolução de rochas calcárias de mais de 650 milhões de anos, o lugar impressiona mesmo. Vamos conhecer um pouco das grutas nesse post e os registros fotográficos que fizemos por lá, as fotos ficam ainda mais bonitas com a iluminação do lugar.

Bonito/MS: Grutas de São Miguel

Estalactites, estalagmites e rochas de 650 milhões de anos

de 

Explorar os caminhos pelas Grutas de São Miguel é como andar em outro planeta

O ponto de partida é no Centro de Visitantes, onde o visitante faz os procedimentos de cadastro e pega seu equipamento (capacete e lanterna) para começar a jornada grutas adentro.

Entrada do Centro de Visitantes das Grutas de São Miguel
Capacetes são essenciais para realizar a visita

Dicas para o passeio

  • É necessário o uso de calçados com solado de borracha e que fiquem presos aos pés. O objetivo é evitar escorregões nas grutas, que podem ser perigosos, sem contar que podem danificar estruturas geológicas de milhões de anos.
  • Como de costume em passeios ecológicos, não é permitido deixar ou levar nada do lugar. Deixar seu lixo na gruta, nem pensar. Muito menos levar um pedaço da rocha de recordação.
  • Os volumes (tais como bolsas ou mochilas) devem ser deixados no carro ou podem ser deixados na recepção do centro. Nós levamos apenas o estojo de proteção da câmera fotográfica e a respectiva câmera, levando os objetos sempre junto ao corpo.
  • Tripés não são permitidos (embora seriam muito úteis nesse passeio).
  • O passeio não é permitido para menores de 5 anos.
  • Ao contrário da Gruta do Lago Azul, que é sujeito às condições climáticas, a Gruta de São Miguel não é cancelado em caso de chuva. Faça chuva ou faça sol é um dos lemas do lugar.
Em virtude da pouca circulação de ar, a temperatura no interior da caverna é constante
Essas e outras instruções são exibidas em um vídeo explicativo, que passa antes da visita. São alguns minutos contando a história e algumas curiosidades do lugar:

  • São 270 metros de extensão, distribuídos em uma área de mais de 3.000 m2.
  • O visitante percorre um trajeto de 200 metros de extensão.
  • Apesar de ser uma caverna seca (não contém lagos), ao contrário das demais encontradas na região de Bonito, a caverna possui a mesma origem de formação das outras.
  • O período das rochas é o Pré-Cambriano, com 650 milhões de anos.
  • A umidade do ar dentro da caverna pode chegar a 100%, mas a temperatura é constante, independente do clima no exterior, já que a circulação de ar é restrita.
  • O lugar foi estruturado a partir de 1997 e a atividade turística começou em 1999.
Na entrada também rola um cafezinho (para quem acordou às 6 da manhã, como nós, era muito bem-vindo) e também dá para observar as belas araras vermelhas que se encontram nos jardins do centro. Só não é permitido se aproximar muito.
Araras vermelhas encontradas nos jardins do centro de visitantes
O passeio começa em uma ponte suspensa, de forma que a gente fica bem próximo da copa das árvores. É a oportunidade para o guia fazer alguns comentários sobre a mata do cerrado, típica da região, e também para a gente ficar tirando fotos numa ponte estilo Indiana Jones. Lógico que isso seria apenas o início desse passeio que tem muito de cinematográfico.
Ponte suspensa e balança mesmo, principalmente quando você está no meio dela
  

Depois das pontes suspensas, existe um mirante no alto de uma torre onde é possível ter uma visão panorâmica da região. A vista, no entanto, não é um grande atrativo.

Depois disso, voltamos para o chão seguindo nossa trilha interpretativa pela mata, até a esperada entrada das grutas. A caminhada é rápida e tranquila.

Ao entrar na gruta, porém, o cuidado deve ser redobrado para não escorregar.

Entrada para as Grutas de São Miguel

Ao entrar na caverna, encontramos um salão principal que possui inclinação no teto de cerca de 40 graus, além de diversos blocos de rochas.

O teto inclinado da gruta no salão principal, lá embaixo na parte clara está o trecho onde entramos

Outras duas galerias menores também são encontradas no espaço.

No interior da galeria, o guia já começa as explicações sobre a origem e as formações rochosas. Eu e Cleber começamos a dura tarefa de fotografar a caverna sem muita iluminação e sem um tripé, e ainda assim obter resultados razoáveis.

E não basta só fotografarmos a gruta, também queremos sair na foto. 🙂

Embora exista iluminação em alguns pontos, o alcance é restrito. Todos também caminham com lanternas que ajudam para iluminar pontos focais, mas para fotografias, novamente a laterna não ajuda plenamente.

Cleber ilumina as formações rochosas de uma coluna

E para variar, enquanto o guia e o grupo seguem na dianteira, nós ficamos um pouco para trás.

Os espeleotemas que tornam a visita ainda mais incrível possuem diversos tamanhos, cores e formas. São eles que fazem a visita à gruta parecer uma coisa de outro planeta. Impossível de não lembrar daqueles de alguns filmes que você já viu, passados em cavernas seja nesse ou em outros mundo.

Visitantes subindo uma das escadas nos caminhos pela gruta

Os espeleotemas estão divididos em:

  • estalactites (se formam a partir do teto em direção ao chão);
  • estalagmites (se formam a partir do chão);
  • travertinos (bandas compactas e paralelas);
  • pérolas (formadas pelo gotejamento das rochas);
  • colunas (quando as estalactites e as estalagmites se juntam);
  • escorrimentos (de água a partir de uma superfície inclinada);
  • coralóides (espécies de corais rochosos).
Uma das estalagmites encontradas, quase chegando ao teto para se tornar uma coluna
A visita é incrível e entre subidas e descidas, o tempo passa muito rápido lá dentro. Mas a gente sempre encontra um tempinho para bater umas fotos, né?
  
Duas visitantes tiram retratos em uma das galerias

Na saída, o nosso guia ainda nos atentou para alguns morceguinhos que estavam escondidos próximo da saída, mas os bichinhos eram tão pequenos (e onde estavam era tão escuro) que nem me animei muito em fotografá-los.

A saída da caverna, os caminhos sempre são sinalizados com cordas, favor não ultrapassá-las

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Fonte:
Grutas de São Miguel: O Coração da Terra

FICHA TÉCNICA:

Direção: 18 km do centro de Bonito – Mato Grosso do Sul
Produção: R$ 45,00 (mesmo preço alta e baixa estação). Reservas: [email protected]
Fotografia: Fábio Pastorello
O melhor: percorrer o interior das grutas é como estar em outro planeta, um cenário diferente de tudo o que você já viu.
O pior: apesar da boa estrutura e das explicações do guia, a visita é um pouco rápida, pelo menos para quem gosta de permanecer mais tempo observando e fotografando com calma as formações.
Ano: 2014
País: Brasil
Avaliação: ★★★★
 
A hospedagem do Viagens Cinematográficas em Bonito foi um convite e cortesia do Hotel Pousada Águas de Bonito e o passeio contou com o apoio da Grutas de São Miguel. As opiniões aqui expressas representam a nossa livre opinião e baseadas em nossa experiência nos locais. 



© 2014 Fabio Pastorello. Todos os direitos reservados. A reprodução de textos e/ou imagens não é permitida sem prévia autorização do autor.

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2 comentários

  1. Olá meninos,
    vcs acham que quem tem fobia de lugar fechado consegue ir tranquilo na caverna ou não?? dá um certo medo?? é muito fechada??

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