Peru: Trilha de Huayna Picchu (Wayna Picchu)

Huayna Picchu Trilha em Machu PIcchu

Ao planejar a viagem para o Peru e Machu Picchu, fica a dúvida sobre escalar essa difícil trilha, até o topo do Huayna Picchu.

Confira aqui o nosso relato dessa subida, com todas as nossas experiências e fotos da trilha de Wayna Picchu (ou Huayna Picchu).

Quando resolvi fazer essa trilha, fiquei um pouco apreensivo pois vi alguns comentários na internet, até mesmo de pessoas que tinham morrido em função do cansaço.

Mas nossa conclusão, como vocês verão aqui nesse relato, é que a trilha é cansativa, lógico, mas não é nada do que tínhamos lido. Comentários ou dúvidas são bem recebidos e serão respondidos com prazer.

Huayna Picchu (Wayna Picchu) – Peru

Como vencemos a trilha até o topo de Machu Picchu

Huayna Picchu Machu Picchu Dicas
Tá vendo aquela montanha no fundo de Machu Picchu? É o Huayna Picchu, e nós fomos lá em cima

Não deixe de visitar também o post com as dicas de como planejar a viagem para o Peru e Machu Picchu, onde você encontra todas as informações de como compramos nosso ingresso para a trilha, que deve ser adquirido com antecedência, uma vez que existe uma limitação de visitantes por dia.Esse relato é uma continuação do post sobre Machu Picchu.

Depois de termos conhecido boa parte de Machu Picchu e devidamente livres de boa parte de nossa bagagem de mão, que deixamos no guarda-volumes na entrada de Machu Picchu, tomamos o rumo da montanha de Waynapicchu.

O Wayna Picchu, ou montanha jovem em quechua, destaca-se na paisagem de Machu Picchu. É o monte que você vê nas fotos mais tradicionais da cidade inca.

Machu Picchu Huayna Picchu Dicas
Ponto de vista da cidade inca, do ponto em que se inicia a trilha para o Waynapicchu

Como Chegar / Como Reservar

Ficamos sabendo que existe outra montanha, com vista igualmente (ou até melhor) magnifíca da cidade inca, que é menos concorrida que Waynapicchu. Trata-se da trilha para a montanha Machu Picchu (é o mesmo nome da cidade inca), que por muito tempo era mal sinalizada e, portanto, não atraiu tantos visitantes como Waynapicchu. Segundo nossa guia nos informou, quando fizemos a visita guiada, essa trilha se encontra em melhores condições agora.

Para acessar a trilha de Waynapicchu, é preciso pagar uma taxa extra. Como há um limite de 400 pessoas por dia, divididas em dois horários (saída às 7h e saída às 10h), é recomendável comprar a entrada com antecedência. Há pessoas que madrugam e saem correndo pela cidade inca para conseguir uma vaga logo pela manhã, conforme relatos que eu li na internet.

De qualquer forma, nosso destino era Waynapicchu mesmo.

Machu Picchu - Trilha Huayna Picchu Peru

Eu já havia comprado o acesso para a trilha de Waynapicchu junto com o ticket de entrada para a cidade inca, cerca de 2 meses antes de nossa visita. Utilizei um agente de viagens em Cuzco para efetuar a compra, o Beto da Inka Time Tours, para tanto tive que enviar dinheiro para ele via Western Union e aguardar que ele me enviasse os tickets por e-mail.

Fiquei um pouco preocupado quando da reserva, pois o processo não envolve muitas garantias. Ele me enviou o número da reserva por e-mail e eu pude entrar no próprio site de Machu Picchu e emitir os meus bilhetes. Depois disso, fiquei bem mais tranquilo. Quando cheguei em Cuzco, também visitei o escritório da empresa para conhecer, e lá também os funcionários que me atenderam foram bastante atenciosos.

Que horas fazer a trilha

Voltando à trilha, pouco antes das 10h chegamos na entrada da trilha, próximo da Praça Principal, e já havia uma pequena fila de pessoas aguardando. A entrada fica ao lado da rocha sagrada, uma pedra que se assemelha às montanhas que circundam Machu Picchu.

No caminho, existem várias placas indicativas para a Waynapicchu. Mesmo assim, durante o caminho, a gente se norteava mesmo pela vista da montanha, que domina a paisagem de Machu Picchu. A partir da montanha, a gente ia se aproximando dela cada vez mais.

Huayna Picchu Machu Picchu Peru
Fila no controle de entrada para Waynapicchu, observando tudo o que teríamos que subir ao fundo

Estávamos entre os primeiros da fila. Logo na entrada, é preciso assinar um livro, onde você registra seu nome e a hora que iniciou a trilha. Na saída, é preciso dar baixa. É uma forma deles se certificarem que ninguém morreu ou se perdeu no trajeto.

Antes de continuar, é preciso contar um pouco sobre como eu estava tenso em relação a essa trilha.

Preparação para a trilha

Na fase de planejamento da viagem, li alguns relatos de pessoas que haviam feito a trilha e fiquei preocupado. Em alguns dos blogs, eram até relatadas mortes, de pessoas que caíam no precipício ou diante de trilha tão puxada, no alto sofreram um ataque cardíaco. Cleber tirou muito sarro de minhas preocupações e começou a me apelidar de senhor tragédia. Eu realmente fiquei um pouco ansioso com essa trilha e pelo nível de dificuldade que teria.

Minha ansiedade era tanta que fiz um treino caprichado para fortalecer as pernas, na academia, para poder enfrentar a trilha com maior facilidade.

Huayna Picchu Machu Picchu Peru
Trecho da trilha de Waynapicchu, vejam os degraus na esquerda e o visual da subida

No final, todo o receio que eu tinha se revelou injustificado.

Uma trilha muito cansativa, mas moderada

A trilha é bastante cansativa, não há como negar. Sempre que eu olhava a montanha lá de baixo, imaginava que era grande a distância até chegar ao topo. E durante a subida, fiquei suado e bastante cansado.

Em diversos pontos é preciso parar para recarregar as energias. Mas apesar do esforço físico, a trilha não possui grande nível de dificuldade, é bem sinalizada, em vários pontos conta com cordas que servem de apoio para quem sobe, e também conta com vários pontos de descanso interessantes para dar uma paradinha. Portanto, considerei a trilha de nível de dificuldade moderado.

Na subida e na descida, até trocamos ideia com uma senhora que estava enfrentando a trilha conosco. Em determinados momentos, coitada, ela parecia arrependida de estar enfrentando aquele esforço físico, mas em outros parecia motivada. Bom, esse misto de arrependimento e motivação não era privilégio dela.

Apesar do cansaço, o visual é motivador para continuar subindo. Já no meio da trilha, é possível avistar o cânion de Vilcanota, as montanhas ao redor e a cidade inca lá no fundo, cada vez menor e cada vez mais do alto.

Huayna Picchu Machu Picchu Peru
Ainda no meio da trilha, já conseguimos avistar a cidade inca de Machu Picchu lá embaixo

No topo do Huayna Picchu

Quando finalmente chegamos num ponto onde a vista se torna mais abrangente, é admirável o ponto de vista e também a sensação de superação. A conquista de desbravar o Waynapicchu e ver Machu Picchu  de cima é indescritível, e vale cada gota de suor derramado.

Huayna Picchu Machu Picchu Peru
Do alto de Waynapicchu, é possível avistar a cidade inca e também a estrada que percorremos, desde Águas Calientes, até chegarmos em Machu Picchu
Huayna Picchu Machu Picchu Peru
Missão cumprida, bastante suados mas felizes de termos chegado lá em cima

O incrível, quando chegamos no primeiro mirante abrangente, é que sempre é possível subir mais um pouco. Lá em cima, avistamos uma série de ruínas, recintos sagrados e terraços com vista para todo o vale. São diversas escadas e construções, que é uma delícia percorrer. Depois daquela subida extenuante, percorrer as ruínas lá em cima era uma dificuldade menor.

Sempre algo novo a explorar

O mais interessante são os caminhos, ora degraus suspensos pendurados em pedras (o abismo abaixo deles), ora passamos por um buraco na pedra, uma fenda estreita e baixa, mas que era o único caminho para continuar seguindo para cima, ora subindo e descendo degraus, entrando e saindo em salões de pedras e com janelas para as montanhas. Era tudo muito interessante e parecia inesgotável.

Huayna Picchu Machu Picchu Peru
Quando achamos que tínhamos chegado ao topo, mais degraus para subir e ruínas para explorar
Huayna Picchu Machu Picchu Peru
O treino para pernas na academia valeu a pena
Huayna Picchu Machu Picchu Peru
Paisagem vertiginosa do alto de Waynapicchu. Mais difícil do que subir, é descer os degraus mirando o precipício

Mas a descida foi bem mais tranquila do que a subida. Como a trilha é bastante tranquila e em vários momentos possui cordas, descer é seguro, ao contrário do que imaginava. No total, levamos cerca de 2h30 para fazer todo o trajeto, e olha que ficamos bastante tempo lá em cima tirando fotos.

Huayna Picchu Machu Picchu Peru
Visual do topo, Machu Picchu lá embaixo

Na volta, obviamente, sentamos um pouco e descansamos meia hora, comemos alguns dos lanches que havíamos levado (castanhas do pará, biscoitos integrais e frutas) e tomamos bastante água.

Veja  nosso vídeo de viagem em Machu Picchu no YouTube . Como é meio longo (enfim, a região vale a pena), na descrição do vídeo tem a minutagem, caso você queira ir direto para algum ponto específico.

FICHA TÉCNICA:

Título: Huayna Picchu (Wayna Picchu)
Direção: Machu Picchu/Peru
Produção: Fábio Pastorello
Roteiro: Machu Picchu e escalada do Huayna Picchu
Fotografia: Fábio Pastorello 
O melhor: a sensação de superação ao chegar no topo da montanha, a vista das montanhas e da cidade inca de cima e as construções de pedras encontradas no topo da montanha
O pior: a trilha é cansativa e é preciso reservar a entrada com antecedência
Duração: 3 horas
Ano: 2013
País: Peru
Gênero: Natureza, História, Cultura
Avaliação: ★★★★★

Links pesquisados:
http://www.peru.travel/

© 2013 Fabio Pastorello. Todos os direitos reservados. A reprodução de textos e/ou imagens não é permitida sem prévia autorização do autor.

Fabio Pastorello

Fabio Pastorello

Editor do Viagens Cine, fotógrafo e videomaker. Curte cinema e leva a vida e as viagens com toques de romance, drama e aventura. Formado em Letras, ex-bancário e muito mais feliz como blogueiro de viagens.

43 comentários

  1. A primeira vez que fui a Macchu Picchu foi em janeiro de 1976. Eu viajava só, mas em Águas Calientes, onde fiquei hospedada na única hospedaria que alugava camas em quartos coletivos, conheci duas mochileiras e com elas subi a trilha até Macchu Picchu. Depois de visitar este sítio, decidimos subir a Huayna Picchu. Não havia guias nem placas de sinalização, apenas a velha trilha. Foi fascinante, apesar do frio na barriga. Mas a descida deu mais medo. O sol estava se pondo e o frio chegando. Depois continuamos descendo a pé, de volta a Águas Calientes, pela trilha. Chegamos ao povoado a noite e fomo direto tomar banho no rio quentinho, que naqueles tempos corria livremente e onde todos os habitantes locais e turistas tomavam banho. No dia seguinte, voltamos a Macchu Picchu e de lá pegamos o caminho do Inca, em direção a Ollantaytambo onde chegamos após três dias de caminhada sem guia, seguindo apenas as orientações dos habitantes que eventualmente encontrávamos. Felizmente, apesar de sermos três garotas caminhando naquelas imensidões sem fim, não tivemos nenhum problema. Quando penso nesta viagem, parece-me que ela ocorreu em outra vida, quando o medo não existia. Confesso que vivi esta aventura, a mais fascinante de todas as que vieram depois.

  2. Oi Fabio.

    Adorei o blog! Vou para o Peru em Fevereiro e já peguei várias dicas por aqui.

    Quero ir pra Machu Picchu + Wayna Picchu.

    Abraços e obrigada,
    Gabriela.

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