O que fazer em Nova York – Roteiro Dia a Dia

O que fazer em Nova York? Nosso primeiro dia em Nova York foi cheio. Mas qual dia não é cheio em Nova York?

São tantos lugares imperdíveis para conhecer, que fiquei até um pouco atordoado sobre o que fazer em Nova York.

Não sei você, mas não importa quantos dias irei ficar numa cidade, parece que no primeiro dia fico meio desesperado para fazer tudo, como se a cidade fosse fugir de mim.

E nosso primeiro dia só não foi mais cheio porque o tempo estava nublado.

Mas mesmo assim o dia rendeu bem e conseguimos fazer 5 programas legais em NYC.

O QUE FAZER EM NOVA YORK


Como Chegar em Nova York – Aeroporto de Newark

Nossa porta de entrada foi o Aeroporto Internacional de Newark Liberty, em Nova Jersey. Não que eu tenha escolhido, é o aeroporto utilizado pela United Airlines, essa sim minha escolha de empresa aérea.

Não que eu tenha escolhido deliberadamente também a United Airlines, foram um conjunto de fatores, entre preço, possibilidade de conversão em milhas para a Star Alliance e conveniência de um vôo direto, que para mim é muito importante. Fico bem estressado com a possibilidade de atraso nas conexões. 

No avião da United, conseguimos viajar na janela, somente com 2 cadeiras, assim ficou melhor para levantar a hora que quiser. Nas nossas cadeiras, entretenimento particular, assistimos Jack e o Pé de Feijão. O jantar foi carne com farofa, pão e doce. Dormimos pouco, pois o vôo durou 9 horas, quando vimos já acordamos para o café da manhã.

Às 6h da manhã desembarcamos em Newark, passamos pela fila da imigração, que estava relativamente rápida e o oficial da imigração apenas nos perguntou o motivo de nossa viagem e quantos dias ficaríamos. O Cleber deixou uma pasta com os hotéis em cima do balcão e o oficial simplesmente pegou a pasta e quis ver o que tinha nela. Um pouco antipático, mas foi tudo bem rápido.

Tudo bem, eu já tinha visto para entrada nos Estados Unidos e não era minha primeira vez por essas terras, mas sei lá, sempre rola um medinho na hora de passar pela imigração.

Depois de pegarmos nossas bagagens, saímos e pegamos um caminho errado. Um senhor falou comigo, mas eu não queria muito papo com estranhos, mas ele insistiu e perguntou onde estávamos indo, já que no andar para onde estávamos subindo só havia o estacionamento. Disse que iria ao Airtrain e ele disse que era para o outro lado, e que era somente eu falar. “Just talk”, ele repetiu umas três vezes me repreendendo por não ter pedido informações.

Enfim, ele estava certo. Tenho essa mania de não pedir informações, de querer me virar sozinho. Lição do primeiro dia: I need to talk.

Afinal, pegamos o caminho do AirTrain. Já comprei a passagem para Penn Station, NY, que saiu U$ 12,50 pela NJ Transit. A compra foi através de um terminal, foi preciso escolher o destino.

Nossos bilhetes do aeroporto de Newark (EWR) até Penn Station (NYP)

Deu pra pagar com cartão. Dali pegamos o trem interno do aeroporto e descemos na estação final, onde está indicada a conexão para a RailLink.

Pegamos outro trem, dessa vez mais simples e mais cheio (embora nada lotado) e em cerca de 40 minutos chegamos na Penn Station, NY.

Para chegar em Manhattan, a partir do Aeroporto Internacional de Newark Liberty, NJ, é preciso pegar o AirTrain, um meio de locomoção interna entre os terminais do aeroporto. No ponto indicado para conexão com a RailLink, é preciso desembarcar e pegar o trem na NJ Transit até a estação de Penn Station, em Nova York. O bilhete pode ser comprado tanto antes do embarque para o AirTrain como na estação do RailLink. Tome cuidado, há uma estação também chamada de Penn Station em Newark, a estação final é a que se encontra em Nova York. O trajeto leva cerca de 40 minutos e custa U$ 12,50. 

Estação da RailLink, com indicação dos trilhos para os trens rumo a Nova York

New York foi muito registrada em fotos P&B, portanto para todo post iremos incluir uma foto em preto e branco,
em homenagem a várias fotografias que adoro de NYC em B&W

Ao sairmos da estação de trem, foi tudo tranquilo, pois o fato das calçadas de NYC serem numeradas, e os quarteirões pequenos, não se erra por muito tempo.

Minha primeira sensação foi de estar dentro de um filme, uma emoção de estar circulando por um lugar tão visto, tão importante e tão já conhecido através do cinema ou da TV.

Nova York – Onde Ficar

Duas quadras depois, chegamos no Hilton Garden Inn West 35th Street, cuja localização é excelente. Estávamos a apenas alguns passos da Macy’s. O hotel é uma boa dica de onde ficar em Nova York, ótima localização, boa relação custo benefício e instalações confortáveis. Veja no Booking.com como estão os preços.

Hilton Garden Inn, boa relação custo benefício, a poucos minutos da Macy’s e do Empire State Building

Um funcionário no check-in nos atendeu de forma muito prestativa, mas embora o hotel já estivesse todo pago, pediu novamente o cartão de crédito e fez uma pré-autorização.

Fomos até o banheiro do hotel, nos trocamos e deixamos a mala na recepção. Então saímos para explorar NYC.

Paramos para tomar café numa deli próximo do hotel, pegamos uma bandeja com frutas, dois croissants doces e dois paninis e a conta deu $22,00. O valor talvez não seja tão elevado, mas tínhamos acabado de chegar e minha cabeça ainda fazia as conversões para real.

EXT. QUINTA AVENIDA – DIA

Sequência de prédios e bandeiras na Quinta Avenida, em Nova York
Enquanto caminhávamos pelas redondezas, é impossível deixar de notar como Nova York é rica na arquitetura de seus prédios, que datam de diversas épocas, mas que são lindos e de variados, dos modernos arranha-céus de vidros espelhados aos antigos prédios cheios de detalhes quase barrocos.

Não sou muito fãs de prédios, mas a arquitetura de Nova York tem realmente algo de especial: os prédios antigos, ou os mais modernos com uma grande quantidade de janelas, com vidros espelhados, é tudo incrível. 

E lógico, caminhar pela Quinta Avenida é obrigatório, uma rua de largas calçadas e muitos carros. No entanto, nossa caminhada foi curta, pois como o tempo estava nublado, buscávamos lugares fechados.
Nossa primeira tentativa foi a New York Public Library, mas a biblioteca só abre às 10h. Atrás da biblioteca, nos encantamos com o Bryant Park, que iríamos explorar posteriormente. Ainda mais porque começou a chover. Dessa forma, nos apressamos para o lugar mais próximo coberto, a Grand Central Station.
Nossa primeira passagem (de muitas) pelo Bryant Park foi com chuva, infelizmente

INT. GRAND CENTRAL TERMINAL – DIA

Grand Central Terminal (ou a Grand Central Station, encontrei referências das duas formas, portanto fiquei meio na dúvida se me referia a Grand Central no feminino ou no masculino, mas no site oficial a referência é que como terminal, o que também encontramos escrito na fachada) foi inaugurado oficialmente em 1913, portanto em 2013 está completando 100 anos.

Mas a história do prédio vem desde 1869 quando o terreno foi adquirido para a construção do que hoje é esse terminal. Em 1871 foi inaugurado o Grand Central Depot ao custo de 6,4 milhões de dólares. Em 1900, o prédio renasceu com uma estrutura de aço e vidro gigantesca, que rivalizava com a Torre Eiffel  como o projeto de engenharia mais importante do século 19. Em 1902, após um acidente, começaram os planos para melhorias do terminal.

Na página do Grand Central dá pra acompanhar um pouco mais da história e dos eventos relacionados a essa comemoração. 

Na fachada as estátuas de Mercúrio, Hércules e Minerva são difíceis de ser fotografadas, ou talvez eu não estivesse num bom dia, mas não achei ângulos muito favoráveis. Desenhadas na França e construídas em Long Island, elas pesam 1600 toneladas e só foram construídas separadamente e somente unidas no exterior do Grand Central. O relógio no centro é o maior relógio do mundo da Tiffany.
As estátuas de Mercúrio, Hércules e Minerva e o relógio do belo prédio da Grand Central
O exterior da estação é bem peculiar, pois a entrada é debaixo de uma ponte, já que uma rua atravessa a estação na parte superior.
Outro lugar difícil de fotografar é o salão principal, pelo menos estando no seu piso baixo.

A circulação é enorme, é praticamente impossível tirar um retrato nosso sem alguém passando atrás, do lado ou até na frente. Melhor é subir as escadarias, inspiradas na Ópera de Paris, e tirar fotos dos balcões, onde a vista é panorâmica.  

Mas o encanto com o lugar foi imediato. Tiramos inúmeras fotos, subimos as escadarias de um lado e de outro (em um dos lados havia uma loja aberta da Apple com diversos computadores com acesso livre à internet) e no subsolo visitamos a praça de alimentação, onde eu vi que iria abrir um Shake Shack (rede de hamburguer nova bastante badalada por lá). Lá também tinha uma Magnolia Bakery (aquela dos cupcakes da série Sex and the City).

Acima das grandes escadarias, o melhor ponto para fotografar a estação
Além da grandeza do salão principal, que conta com três grandes janelas de vidro, com 23 metros de altura cada uma (de um lado as janelas estavam ilustradas com os algarismos do número 100, em comemoração ao aniversário da Grand Central), o mural astronômico no teto e os lustres chamam a atenção.
O relógio, famoso ponto de encontro, fica numa ilha de informações, bem no centro do salão principal. Escondido entre os balcões de mármore circulares, está uma escadaria que leva ao piso inferior.
No piso inferior, várias opções de restaurantes, cafés e lanchonetes, como não pode faltar numa estação de trem
E para lembrar de uma cena do cinema rodada por lá (entre inúmeras), que tal o filme “Eu sou a Lenda” (I Am Legend, 2007) que além de outras cenas impressionadas rodadas em Nova York, tem nessa cena em frente ao Grand Central um dos momentos mais tensos, quando o personagem principal, interpretado por Will Smith, cai numa armadilha.

Outro filme com várias locações em Nova York é “Intriga Internacional” (North by Northwest, 1959), do mestre Alfred Hitchcock. O filme também tem locações na Quinta Avenida e no prédio das Nações Unidas, onde justamente acontece a cena de assassinato que é o estopim para tudo o que irá acontecer na sequência. É no Grand Central que o personagem de Cary Grant irá procurar pegar um trem, na sua fuga após ser acusado de um crime que não cometeu, tema recorrente nas obras de Hitch.

Cena de “Intriga Internacional” na Grand Central

E você, se lembra de mais algum filme com cenas na Grand Central?

Um lugar fantástico, que começou muito bem nossa passagem pela Big Apple.


Cinco Programas para Fazer no Primeiro Dia: Grand Central, Bryant Park, Biblioteca e Times Square

Times Square, um dos ícones de Nova York, que tal conhecer logo no primeiro dia?

Chegamos bem cedo em Nova York, e apesar de termos passado a noite no avião, quem consegue ficar descansando com toda uma cidade para visitar.

9h: Grand Central Terminal

Estávamos hospedados na 34th Street, então resolvemos explorar as redondezas do hotel.

Além de caminhar pela famosa 5th Avenue, exploramos o Grand Central Terminal  que em 2013 completa 100 anos de existência.

O lugar é a porta de entrada de muitos que chegam na cidade de trem, além de ser historicamente esse lugar que representa as chegadas e partidas na cidade, então nada mais representativo do que começarmos nossa viagem por aqui.

10h: Bryant Park

O belíssimo Bryant Park, um ótimo lugar para você tomar o seu café da manhã ou até mesmo o seu almoço

Para quem ainda não tomou café, uma boa opção é passar em uma Deli, nos carrinhos de rua de NYC, no Starbucks ou até mesmo em um Subway (minha rede de fast food predileta, o lanche Footlong promocional – equivalente ao de 30 cm no Brasil custa USD 5,00) e levar seu café para um parque maravilhoso de Nova York.

Uma ótima opção é o delicioso Bryant Park.

Cena de “Um Misterioso Assassinato em Manhattan“, de Woody Allen, gravada no Bryant Park

A história do parque é antiga, mas foi em 1884 que o antigo Reservoir Square (uma praça próxima a um antigo reservatório de água, o Croton Reservoir) se transformou no Bryant Park de hoje, em homenagem a um poeta romântico da época, William Cullen Bryant (1794-1878).

Em 1990, um plano de renovação foi desenvolvido para trazer as pessoas de volta ao parque, na época dominado por traficantes. Jardins, caminhos e estátuas foram reformados e o parque reabriu em 1992.

Os jardins possuem mais de 100 espécies, as árvores são as mesmas do Jardin des Tulleries em Paris e o gramado tem o tamanho de um estádio de futebol. Há também lugar para várias práticas de esportes, desde xadrez até bocha, passando até por mesas de ping pong.

O lugar tem também uma sala de leitura, onde revistas, jornais e livros (resultado de doações) ficam à disposição das pessoas.


É abaixo do parque que fica o depósito de 7 milhões de livros da Biblioteca Pública de Nova York, que visitamos na sequência.

Mas o que irá te interessar são as diversas mesas e cadeiras verdes, onde é possível sentar, tomar um café, comer alguma coisa, tomar um sorvete ou simplesmente ficar observando o movimento. Encantador. 

Infelizmente, essa não foi nossa opção pois nosso primeiro dia em Nova York amanheceu um pouco nublado e chuvoso, mas se o tempo estiver bom, é um programa imperdível.

Lógico que voltamos no dia seguinte, com tempo melhor, para curtir melhor o parque.

11h: Biblioteca Pública de Nova York

A fachada da New York Public Library

Na sequência, fomos visitar a New York Public Library, que só abre às 10h. O prédio é belíssimo e cheio de história. O local escolhido para construção da biblioteca foi na 5th Avenue, entre a 40th e a 42th Street. 

Escolhido para ser o diretor da biblioteca, Dr. John Shaw Billings, um dos melhores bibliotecários de seu tempo, sabia exatamente o que ele queria para a biblioteca. O prédio, em estilo Beaux-Arts, resultou no maior prédio em mármore dos Estados Unidos em seu tempo.
A biblioteca foi inaugurada em 1911 e teve, no seu primeiro dia, cerca de 50 mil visitantes.
Hoje, a Biblioteca Pública de Nova York se transformou num complexo em 91 localidades e 4 centros de pesquisa, com mais de 65 milhões de itens.

A entrada é gratuita e a circulação pelas suas salas é livre, inclusive podendo tirar fotografias na maior parte dos lugares. Em algumas salas de leitura, há indicação de que não é possível fotografar ou o lugar requer silêncio. 

Na fachada, os famosos leões denominados Paciência e Coragem, acabaram se tornando o símbolo da biblioteca, presentes no logotipo da NYPL, por exemplo.
 

Mas os lugares realmente imperdíveis da NYPL são a McGraw Rotunda e a Rose Main Reading Room (Sala de Leitura), que ficam no terceiro andar. 

Na McGraw Rotunda, os murais de Edward Laning contam a história da palavra escrita. O local é aberto para eventos, que comportam até 300 pessoas.

Os murais da McGraw Rotunda contam a história da palavra escrita
Aliás, por falar em evento, quem não se lembra do casamento fracassado de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) em Sex and the City – O Filme. Os preparativos foram tantos, e a cerimônia seria tão grandiosa, que acabou afugentando o noivo de Carrie.
O quarteto de Sex and the City nos preparativos do casamento de Carrie na NYPL
Na Rose Main Reading Room, os 52 murais no teto são decorados com pinturas do céu e nuvens. As mesas e as luminárias de bronze também encantam. Mas o principal é mesmo a grandeza da sala de 23 metros por 90 metros, equivalente ao cumprimento de 2 quadras.
O lugar é realmente impressionante e um dos destaques de nosso dia. Lógico que, discretamente, tiramos algumas fotos, procurando não atrapalhar as pessoas que estavam ali realmente só fazendo uma leitura.
O magnifíco salão de leitura da NYPL
Adoro viajar, mas que inveja deu dos sortudos que estavam ali naquele lugar apenas para uma leitura. Nada melhor do que aproveitar um lugar na sua função real.

14h: Central Park

Uma das alamedas do Central Park
Depois do almoço, que tal passear um pouco pelo Central Park? Esse que é um dos lugares mais queridos pelos novaiorquinos e também pelos turistas que visitam a Big Apple. Entre os destaques, a Bethesda Fountain, o Belvedere Castle ou o Strawberry Fields.
Mas como era somente nosso primeiro dia, portanto nada melhor do que simplesmente caminhar pelo parque, sem destino, apenas pelo simples prazer de conhecer e passear.

O local deve ficar lindo no outono, mas é no verão que o lugar fica tão cheio de vida e alegria que parece o coração pulsante da cidade. 

No domingo, por exemplo, o lugar fica repleto de pessoas, fazendo a maior variedade de diversões, desde andar de patins ao som de música ou simplesmente deitar em seus gramados e ficar tomando sol.
O melhor foi que quando chegamos no Central Park, após uma manhã nublada, o dia estava lindo e ensolarado, perfeito para uma tarde gostosa.

O lugar é lindo, mas enorme. Difícil caminhar de forma objetiva, ainda mais quando surgem as pontes com suas passagens subterrâneas, que já vimos em tantos filmes, ou os bancos de metal enfileirados.

Afinal, passamos pelo Conservatory Water, onde ficamos os barcos de brinquedo velejando, e depois fomos para o Belvedere Castle, com uma bela vista do Central Park.

Conservatory Water ou o Lago de Barcos em Miniatura

Para quem assistiu ao filme recente “Dois Dias em Nova York “(2 Days in New York, 2012) escrito e dirigido por Julie Delpy (de “Antes do Amanhecer”), o filme tem seu desfecho gravado no Belvedere Castle, em cena com Chris Rock.

Por incrível que pareça, a locação não é tão comum, no IMDb só há informação de dois filmes com locações por lá, mas imagino que não sejam tão poucos.

Cena de Dois Dias em Nova York, com Chris Rock no Belvedere Castle

Como o lugar é enorme, vale a pena descobrir um cantinho só para você, e foi o que fizemos no Shakespeare Garden, um jardim adorável com bancos de madeira, bem próximo do Belvedere Castle.

 

19h: Times Square

Times Square, um lugar que vibra com tantas luzes, mas também com a alegria das pessoas
Lógico, para encerrar o dia, nada melhor do que curtir um final de tarde no lugar mais famoso de Nova York. Para isso, queria registrar o anoitecer por lá, vendo o dia se transformar em noite, com as famosas luzes do local começando a se destacar. De dia os telões também ficam ligados, mas a noite é outro negócio.

O lugar vibra com um público gigantesco, todos brigando por um lugar ao sol (ou às luzes) para registrar sua foto nesse cartão postal. 

Mas o lugar tem bastante espaço, algumas áreas são restritas aos pedestres, até com mesas e cadeiras para sentar (logicamente sempre ocupadas).

A origem da Times Square vem do prédio onde funciona a redação do New York Times.

O lugar, assim como o Bryant Park, também passou por uma fase ruim, só que ao invés de zona de tráfico já foi zona de prostituição. Também recuperado nos anos 90, tornou-se em conjunto com a Broadway, uma principais região para se divertir, jantar ou até mesmo fazer compras na cidade.

Fique atento aos personagens do cinema na Times Square, além de telões que não apenas mostram comerciais, mas também os próprios passantes da Times Square.

Entardecer na Times Square

 

Logo atrás da estátua de George M. Cohan, (1878-1942), responsável por muitos musicais da Broadway e também o pai da comédia musical americana, há aquela famosa escadaria de degraus vermelhos, que vimos no clipe Empire State of Mind, de Jay Z e Alicia Keys, justamente quando o clipe passa de preto e branco para colorido, ou ainda no último episódio do segundo ano da série de TV, Glee.
O elenco de Glee canta uma música na escadaria da Times Square

O incrível é que parece que você sente a vibração e a alegria de todos os que estão circulando por ali. É um lugar intenso que, apesar da multidão (que sempre me aflige um pouco), me fez sentir definitivamente em Nova York e porque tanta gente ama essa cidade. 

Fontes: 

New York Public Library: http://www.nypl.org/

O que fazer na área central de Manhattan

No dia de nossa viagem a Nova York, fizemos um roteiro pela região de Midtown.

O circuito excluía museus, já que concentramos todos os museus e atrações pagas como o Empire State e o Top of the Rock nos últimos dias, utilizando o New York City Pass, que deve ser utilizado em 9 dias consecutivos. E também evitamos entrar em museus se o dia está ensolarado. Museus são melhores em dias nublados ou de chuva. A região de Midtown reúne vários programas imperdíveis e rende divertidas fotografias. Confira dicas e fotos dessa parte central de Manhattan, você estará no centro de Nova York e se bobear, no centro do mundo.

A colorida e pulsante Times Square, rende fotos divertidas e emocionantes

A região de Midtown, ou também conhecida como Theater District, Lower Midtown e Upper Midtown, vai da 39th Street até a 59th Street, onde começa o Central Park. Essa é provavelmente a região mais movimentada de Nova York e onde você irá encontrar a maior parte das atrações turísticas da cidade. Pela quantidade de atrações, provavelmente você vai precisar de 1, 2 ou até 3 dias para conhecer tudo.

No nosso primeiro dia, já começamos pela região de Midtown. E no segundo dia, ainda tínhamos muito o que ver por lá.

Veja um mapa de nosso roteiro pelas principais atrações de Midtown, mas excluindo os museus e demais atrações pagas da região.


Exibir mapa ampliado

A – Grand Central Terminal
B – New York Public Library
C – Bryant Park
D – Times Square
E – Rockefeller Center
F – St. Patrick’s Cathedral
G – 5th Avenue 

A Fifth Avenue é a base para explorar a região, quase todas as principais atrações estão próximas a ela

EXT. BRYANT PARK – DIA

Nosso segundo dia começou por volta das 9h30. Nosso primeiro destino foi o Bryant Park, que havíamos visitado no dia anterior, mas com tempo nublado e chuva. No dia anterior também tínhamos visitado o Grand Central Terminal e a New York Public Library, programas imperdíveis na região. No final dessa postagem você encontra os links para esses posts.
Quando chegamos, ficamos ainda mais encantados com o parque do que no dia anterior. Além do belo gramado, das árvores e das flores, um grupo fazia ginástica ao som de um rapaz tocando tambor, numa energia super legal.

Pensei comigo mesmo: esse povo sabe se divertir. E por um rápido momento pensei que aquela cidade seria muito gostosa de se viver, com esses recantos deliciosos. 

Atividades ao ar livre no verão de Nova York

No trajeto em Midtown, principalmente na altura da 42nd Street, não deixe de olhar para as alturas (aliás, cada prédio é uma atração em particular) para conferir o Chrysler Building, um prédio que é o símbolo de Nova York. 

A torre de aço inoxidável, assim como o todo o prédio, tem inspirações automotivas, já que seu idealizador foi Walter P. Chrysler, dono de uma corporação ligada a automóveis. Tanto que o prédio é ornado com tampas de radiador, volantes e automóveis estilizados.

EXT. TIMES SQUARE – DIA

O próximo ponto foi a vibrante Times Square. Ela estava um pouco mais vazia do que de noite, mas muito movimento, muitas pessoas com roupas de personagens de desenho ou super-heróis, muita gente tentando tirar fotos (a gente sempre tenta pegar um lugar novo para tirar as fotografias, mas alguns segundos depois já estamos sendo imitados por todos) e muitas luzes.

É uma tarefa ingrata, mas não chega a ser impossível, conseguir tirar uma foto na Times Square sem muita gente em volta. O fluxo de pessoas é grande, portanto é preciso um pouco de paciência, mas vale a pena. Você não vai querer que seu registro desse local tenha uma pessoa estranha do seu lado, vai?

Se estiver difícil tirar fotos na Times Square, mude o ângulo. De baixo para cima rende fotos interessantes
e mostra a grandiosidade dos prédios e o lugar
Visual da Times Square do alto da escadaria vermelha, com a estátua de George M. Cohan

Vimos a bola de luzes que é baixada na véspera de ano novo e sentamos na arquibancada criada para o público sentar e admirar a Times Square. A escadaria também funciona como um mirante para a Times Square, ótimo para tirar fotos do local.

Sentados na escadaria da Times Square, a escadaria é recente mas já foi cenário de alguns filmes e clipes

 

#1 – Você em um telão na Times Square

No topo da escadaria vermelha da Times Square, que tal se ver em um dos telões luminosos dessa que é uma das praças mais famosas do mundo. Pois é, aqui rola essa chance. Você chega e consegue se ver no telão, e até mesmo tirar uma foto sua na Times. O difícil é aguardar um pouco até que libere um espaço nas primeiras fileiras. Mas uma hora rola.

Nesse telão, você tem a oportunidade de se entrar em um dos telões luminosos da Times Square

De lá, avistamos a loja da Hershey´s e depois fomos na loja da M&M, mas tanto uma como a outra foram para nós de interesse limitado. Na região também estava rolando um feira com comida e outros produtos.

Feira livre e a loja da Hershey’s: movimento sempre intenso na região da Times Square
Na loja da M&M, é difícil sair de lá sem uma vontade louca de comer esses confetes coloridos

Entre as diversas lojas da Times Square, uma das mais divertidas é a loja de brinquedos Toys ‘R’ Us. Aqui você encontra todos os brinquedos dos personagens de desenhos, filmes (principalmente super-heróis) ou da sua infância, que você adora. Para quem, assim como eu, não gosta muito de gastar, o negócio é tirar bastante fotos.

Em tempos de estréia do filme “Homem de Aço” nos cinemas, uma réplica do Superman não poderia faltar

#2 – Brinquedos na Toys ‘R’ Us

Que tal tirar uma foto com seus brinquedos prediletos? Sempre adorei brincar de Playmobil na minha infância

EXT. ROCKEFELLER CENTER – DIA

Um dos prédios mais famosos do complexo do Rockefeller Center, no alto fica o Top of the Rock

Logo após, voltamos para a Quinta Avenida e procuramos o prédio do Rockefeller Center. A região é cheia de prédios gigantescos, daqueles que é preciso curvar bastante a cabeça para enxergar o alto.

Quem chega achando que o Rockefeller é somente um prédio se surpreende. São diversos prédios, ocupando uma extensa área. O complexo também é repleto de obras de arte em Art Deco, espalhadas entre os saguões dos prédios, jardins e fachadas. São obras de 30 artistas. 

E em qual cidade você encontra roteiros de cinema vendidos por um camelô? Foi nas redondezas do Rockefeller que encontramos essa barraquinha vendendo roteiros de cinema encadernados. Vai um roteiro de cinema aí?

Barraca de roteiros de cinema, vendidos nas ruas cinematográficas de Nova York

O Rockefeller Center foi inaugurado oficialmente em 1933. A construção, durante a Grande Depressão dos Estados Unidos, envolveu 40.000 empregados, utilizava o conceito de uma “cidade dentro de uma cidade”. Em 1936 foi criado o famoso campo de patinação e em 1939, o complexo já recebia uma quantidade de visitas diárias na ordem de 125.000 pessoas.

A famosa foto de Charles C. Ebbets,  “Lunch atop a Skyscraper”, mostra os funcionários almoçando
durante a construção do GE Building, parte do Rockefeller Center. Fonte: http://nowyorkcity.com/2012/12/12/charles-c-ebbets/

Durante a década de 50, a famosa árvore de natal do Rockefeller começou a ganhar destaque e aparições na televisão. Em 1954 é que foram adicionados os famosos anjos e suas trombetas.

A obra Wisdom (Sabedoria, Lee Lawrie, 1933) é uma das obras de arte mais famosas. Abaixo dela a frase diz que a sabedoria e o conhecimento farão a estabilidade de nossos tempos. Está laureada por outras duas obras do mesmo autor, Sound e Light (Som e Luz).

“Wisdow”, obra de Lee Lawrie, na entrada do prédio da 30 Rockefeller Plaza

Entramos no prédio do complexo do Rockefeller, o GE Building (30 Rockefeller Plaza), que tem uns murais legais de Jose Maria Sert e também é onde ficam os estúdios da NBC.

INT. ESTÚDIOS DA NBC – DIA

Há uma loja com alguns artigos de baixa qualidade sobre os programas da NBC, tais como 30 Rock, um divertido seriado que mostra os bastidores da produção de programas justamente na NBC. O escritório dos produtores da série (entre eles Tina Fey e Alec Baldwin) é justamente na 30 Rockefeller Plaza. Voltando à loja, provavelmente você não vai comprar nada, mas é divertido ver os produtos de alguns de seus seriados favoritos. Veja a abertura do seriado no Youtube.

Trecho da abertura do seriado 30 Rock

#3 – Ursinho Ted na Loja da NBC

Quem assistiu ao filme Ted (2012), de Seth McFarlane (que é o diretor, roteirista e também a voz do ursinho Ted) e estrelado por Mark Wahlberg, sabe que o ursinho do filme não é um modelo de brinquedo infantil. Pelo contrário, o ursinho fuma, se droga e até passa a noite com mulheres. Mas encontramos na loja da NBC no Rockefeller Plaza um ursinho Ted para vender. Mas veja o aviso. “Esse item contém linguagem que não é adequada para crianças”.

Ursinho Ted à venda na loja da NBC do Rockefeller Center. Melhor não comprar para as crianças.
O inocente ursinho Ted

Mas a atração principal é mesmo fazer um tour pelos estúdios da NBC. Nós não fizemos, tinha uma fila meio chata, mas se você fez, compartilhe conosco nos comentários como é a experiência.

EXT. ROCKEFELLER PLAZA – DIA

Vale a pena passar algum tempo explorando a Rockefeller Plaza, seja do lado externo, onde todos os turistas querem registrar uma foto da estátua dourada de Prometheus, de Paul Manship.

Na Rockefeller Plaza, as bandeiras e a área onde no inverno funciona um ringue de patinação do gelo e,
no verão, o pátio de um agradável e sofisticado restaurante
A estátua Prometheus, de Paul Manship, é considerada uma das estátuas mais fotografadas de Nova York
Os belos jardins em frente a Rockefeller Plaza, com sereias e tritões que também remetem à mitologia grega,
são o cenário onde na época de Natal são colocados os anjos e suas trombetas

Entre as cenas do cinema inesquecíveis registradas aqui no Rockefeller está a cena em que o personagem de Macaulay Culkin, do filme “Esqueceram de Mim 2” (Home Alone 2 – Lost in New York, 1992), busca refúgio na noite de Natal e acaba reencontrando sua mãe. A mãe havia imaginado que o filho iria procurar a famosa árvore de Natal do Rockefeller.

Cena do filme “Esqueceram de Mim 2”, filmada nos jardins do Rockefeller, com os anjos natalinos.
Fonte: http://onthesetofnewyork.com/homealone2.html
Cena do filme “Friends with Benefits”, também registrada no Rockefeller Plaza
Fonte: http://onthesetofnewyork.com/friendswithbenefits.html

INT. 30 ROCKEFELLER PLAZA – DIA

Na parte interna do 30 Rockefeller Plaza, endereço do principal prédio do complexo, onde se encontra o Top of the Rock, um mirante que disputa com o Empire State Building o status de melhor vista de Nova York. Veremos nos próximos posts como foi nossa visita por lá.
Murais de José Maria Sert, no interior do prédio principal do Rockefeller Center

Outra atração divertida por ali é conferir a loja da Lego, que conta com alguns brinquedos gigantes construídos com peças de Lego.

Compartimentos com peças da Lego e um dragão gigante que atravessa diversos trechos da loja

#4 – Lego Store, réplica da obra Wisdom do Rockefeller Center

Construída com peças de Lego, a réplica da obra Wisdom substitui as palavras Wisdow e Knowledge (Sabedoria
e Conhecimento) por Criatividade e Imaginação

Nosso almoço foi um lanche mesmo no Subway e um café no Starbucks. Pegamos uma saída pela Quinta Avenida, bem em frente da Saint Patrick´s Cathedral, em reformas.

EXT. QUINTA AVENIDA – DIA

Na saída pela Quinta Avenida, no prédio do Internacional Building, saímos bem embaixo da também famosa estátua de Atlas (1937), de Lee Lawrie e Rene Paul Chambellan. A figura mitológica, como outras no complexo, é parte homem e parte um semi-deus gigante conhecido como Titã. O Titã colaborou numa guerra contra os deuses gregos, mas como a guerra foi perdida, ele foi condenado a carregar o mundo nas costas como punição.

Estátua de Atlas, em frente ao International Building, na 5th Avenue

INT. MAGNOLIA BAKERY – DIA

No entorno do Rockefeller Center, ainda aproveitamos para comer os famosos cupcakes da Magnolia Bakery.

Os cupcakes da Magnolia Bakery, gostosos mas nada de especial
Miranda e Carrie, da série “Sex and the City”, apreciam os cupcakes da Magnolia Bakery

INT. SAINT PATRICK’S CATHEDRAL – DIA

Apesar da igreja estar em reformas, pudemos notar a beleza de seus interiores, com belos vitrais, um altar imponente e vários altares. A Catedral de São Pedro é a maior igreja católica dos Estados Unidos, com capacidade para 2.500 pessoas.

Velas acesas e os belos vitrais da igreja
Al Pacino em cena na St. Patrick’s Cathedral em “O Poderoso Chefão 3”
Fonte: http://onthesetofnewyork.com/thegodfatherpart3.html

 

EXT. QUINTA AVENIDA – DIA

O relógio do Trump Tower, na Quinta Avenida, ao fundo a St. Thomas Church, cujos entalhes são também
de Lee Lawrie, o mesmo artista responsável por boa parte das obras do Rockefeller Center

Voltamos para a Quinta Avenida e começamos a subir, parando vez por outra para tirar fotos em lojas como Tiffany’s & Company, na Louis Vitton ou na Apple.

Essa caminhada pela Quinta Avenida, que começa na St. Patrick’s Cathedral e vai até o Central Park, é o trecho mais movimentado e mais badalado da avenida. É aqui que você vai encontrar as lojas de roupas das marcas mais conhecidas, como a Abercrombie & Fitch e a Hollister. Essas lojas são atrações por si só, com modelos parados na porta ou o interior de vários andares, com música alta e decoração modernosa.

O negócio aqui na Quinta Avenida é conferir as vitrines, onde há sempre alguma surpresa. Além do luxo das marcas mais famosas e caras do mundo, é preciso algo mais para chamar a atenção das milhares de pessoas que circulam pela avenida diariamente.

Dinossauro de ouro carrega uma bolsinha Louis Vuitton, na vitrina da loja na Quinta Avenida
Loja da Apple, no final da Quinta Avenida, com paredes, elevadores e degraus de vidro

Mas a foto imperdível mesmo na Quinta Avenida é a foto na fachada da Tiffany’s & Co., onde Audrey Hepburn tomou café no filme Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, 1961).

# 5 – Breakfast at Tiffany’s

Na frente da loja Tiffany & Co. Tudo bem, nada de Audrey nem nada de café, mas enfim… é o que tem pra hoje
A cena antológica de Audrey Hepburn tomando
café da manhã na frente da loja da Tiffany’s

Quer saber mais sobre o filme e sobre algumas locações em Nova York? Veja no blog Viagem de Cinema uma postagem sobre o filme de Audrey Hepburn, com as locações utilizadas pela película.

Encerrando nossas fotos de Midtown, mais um registro em preto e branco.
O nosso registro em P&B dessa postagem é dos prédios na Quinta Avenida, entre eles a Trump Tower

Fontes: 
– Site oficial do Rockefeller Center: http://www.rockefellercenter.com/art-and-history/
– On the Set of New York: http://onthesetofnewyork.com/
Guia Visual da Folha de São Paulo – Nova York, Publifolha


Passeio de Barco em Manhattan (Circle Line Cruise)

O que fazer em Nova York: Passeio de Barco Circle Line Cruise
Quer um visual diferente de Nova York, experimente um passeio de barco pelos rios Hudson e East, circundando Manhattan

Staten Island Ferry: Estátua da Liberdade de graça

Existem várias opções de passeios de barco para se fazer em Nova York. Se o objetivo é ver a Estátua da Liberdade mais de pertinho e de graça, a dica é pegar a balsa para Staten Island, que transporta gratuitamente tanto moradores como turistas.

A viagem de balsa dura cerca de 25 minutos. Confira os horários aqui.

A balsa para Staten Island passa pertinho da Estátua da Liberdade e não custa nada

Circle Line Cruises: Full Circle ou Semi Circle

Nós não fizemos esse trajeto gratuito pois já tínhamos o New York City Pass, que inclui a viagem de barco pela empresa Circle Line Sightseeing.

Os barcos da Circle Line saem do Pier 83, na altura da 42nd Sreet e da 11th Ave

Existem várias opções de passeio ao redor de Manhattan.

O passeio mais básico vai até a Estátua da Liberdade e volta (1 hora) e custa $ 29,00. Achamos que seria melhor fazer a viagem que percorre metade da ilha (Landmark Cruise ou Semi Circle), custando $ 35,00. A diferença é pouca e leva apenas mais 30 minutos. 

Atenção: o passeio de meia volta na ilha sai em poucos horários. No verão, são 3 horários, mas no inverno só há um horário disponível. Fique atento e consulte os horários no site da Circle Line.

Dica: Como estava muito quente, preferimos fazer no horário da tarde, mas você também pode optar pela manhã. O importante é dar uma olhadinha no clima ou na previsão, para não fazer o passeio com o tempo nublado. Mesmo assim, nosso passeio começou ensolarado e terminou dublado.

Dê uma checada no clima: sol, céu azul e passeio de barco tem tudo a ver

Outra opção que deve ser até mais interessante mas não tivemos tempo de fazer, é fazer esse mesmo roteiro metade da ilha, só que no entardecer. Ver Nova York anoitecer é um programa imperdível que você deve fazer durante o máximo de vezes e nos mais diferentes locais.

Onde Fica – Como Chegar

ponto de partida é na 42nd Street, no lado do rio Hudson. Você pode ir caminhando a partir da Times Square, na direção em que os números das avenidas aumentam (o pier fica após a 11th Avenue). No entanto, a caminhada é um pouco longa. A estação de metrô mais próxima é a da Rodoviária Port Authority (42 St, linhas A, C e E), mas mesmo assim é preciso caminhar 4 quadras.

Mapa até o Pier 83, onde saem os barcos da Circle Line, é possível ir caminhado pela W 42 Street.
Veja mapa no Google Maps

Como Funciona 

Durante o passeio, você tem a opção de ficar sentado na parte interna (que possui janelas) ou numa área externa, onde a visão é mais ampla. Há ainda a opção de ficar na frente do barco, onde não há cadeiras, o que te dá mais liberdade para fotografar. O espaço nessa parte é pequeno e você provavelmente terá que disputar com outras pessoas no momento mais crítico do passeio: quando o barco passa bem pertinho da Estátua da Liberdade. Essa área só abre após a partida do barco.

Logo que saímos, o primeiro prédio que domina o skyline de Manhattan é o do Empire State Building. Nesse primeiro trecho, procure se posicionar na parte esquerda do barco, já que o lado direito dá para Nova Jersey e não é muito interessante.  Se quiser ficar sentado, procure chegar com alguma antecedência.

Empire State Building (o prédio pontudo à direita) é avistado logo na partida do passeio

Após percorrer a Midtown Manhattan, quando chegamos na Lower Manhattan, já avistamos o World Financial Center e o novo World Trade Center.

O prédio novo do World Trave Center possui 541 metros, 104 andares, custou quase 4 bilhões de dólares e é o prédio mais alto dos Estados Unidos (e o terceiro mais alto do mundo, fica atrás do Makkah Royal Clock Tower de Meca e do Burj Khalifa de Dubai). Quando visitamos Nova York, o complexo que inclui 5 torres ainda estava em construção.  O prédio foi finalmente inaugurado em novembro de 2014, 13 anos após o incidente de 11 de setembro. 

O One World Trade Center, o prédio mais alto dos Estados Unidos, é o destaque do sul da ilha de Manhattan

Alguns minutos depois, já estamos nos distanciando da ilha e se aproximando da Estátua da Liberdade. É hora de preparar as câmeras (para aqueles que ainda não preparam, as nossas já estavam disparando há muito tempo rs) e mudar de lado. Agora o lado direito é mais interessante para ver a Estátua da Liberdade.

A passagem é rápida, o suficiente para uma ou duas fotos de cada um de nós. Também procurei registrar algumas imagens em movimento. Depois resolvemos dar espaço para as outras pessoas também poderem registrar suas fotos.

Estátua da Liberdade, o grande atrativo do passeio de barco

E pronto, já continuamos rumo ao East River.

Outros pontos de destaque estão na sequência, como passar próximo ao Pier 17 ou embaixo da Brooklyn e Manhattan Bridge. Mas na realidade também não é nada imperdível. Depois disso, o passeio começa a cansar um pouco.

Outro ponto que eu aguardava bastante era passar embaixo da Ponte do Brooklyn, mas não achei nada especial
Trecho em que passamos próximo ao South Street Seaport, onde fica o Pier 17

Há quem prefira fazer o passeio de lancha, que pode ser uma alternativa para quem não faz muita questão de tirar as fotos com calma.

Já que a parte externa tinha ficado um pouco chata, fomos para a parte interna e sentamos, onde é mais fácil escutar as explicações sobre os lugares fornecidas por um guia (não é gravação). Em determinados momentos pode ser interessante, já que o barco passa próximo de vários prédios históricos que eu não conhecia.

Como o passeio é Semi Circle, na volta acabamos passando pelos mesmos lugares, o que pode ser uma segunda chance para tirar aquela foto que você perdeu na ida.

No final das contas, acho um passeio bem agradável, exceto o stress de disputar os melhores lugares com os outros passageiros. Se quiser relaxar, escolha um lugar ao sol ou na parte interna (se for inverno, vá bem agasalhado) e curta o passeio sem sair de seu assento.

Quanto tempo

O passeio dura 1 hora e meia. Mas isso não quer dizer que você precisa reservar apenas esse tempo do seu dia.

Considere também o trajeto até o Pier 83 (cerca de 30 minutos) e uma boa antecedência para garantir um bom lugar. Por isso, no mínimo 2 horas e meia do seu dia devem ser reservados para essa atividade.

O que fazer no mesmo dia

Façam o que eu digo, não o que eu faço. Embora eu acredite que o mais recomendável é fazer passeios próximos, no mesmo dia em que fizemos o passeio de barco, também tínhamos visitado o Metropolitan Museum of Art, que não é próximo do Pier 83.

O Metropolitan é um museu incrível e enorme. Super cansativo. Nosso plano era depois ficar sentado no passeio de barco descansado, mas não rolou bem assim.

Para conciliar os programas no dia sempre considero duas táticas:

  • Proximidade: o ideal mesmo é ir percorrendo todos os pontos turísticos da região, assim você não perde tempo de locomoção para voltar para aquele lugar.

Pela proximidade, visitar o Intrepid Sea, Air & Space Museum é a melhor opção. Fica do lado do embarque para o Circle Line. Outras opções são conciliar com a Times Square, Bryant Park, New York Public Library e Grand Central Terminal, que ficam próximos. 

  • Afinidade: procuro evitar fazer dois ou três museus no mesmo dia, ou passeios que podem “brigar” um com o outro. Isso porque você pode não estar no espírito para ficar numa fila de 2 horas para subir o Empire State se tiver ficado andando 4 horas dentro de um museu. Ou seja, pense como você quer que seja seu dia de viagem, da forma mais agradável para você.
Nosso dia ideal era andar por um museu durante horas e depois sentar num passeio de barco para descansar. Mas quem disse que a gente consegue ficar parado?

Veja também nosso vídeo do passeio de barco e de outros passeios em que você pode curtir o cenário de Nova York banhada pelos rios Hudson e East. Confira.

FICHA TÉCNICA:

Passeio: Circle Line Cruises – Passeio de Barco Semi Circle por Manhattan
Direção: Pier 83, na altura da W 42nd Street
Produção: US$ 29,00
Fotografia: Fábio Pastorello
O melhor: Chegar pertinho da Estátua da Liberdade é mais para aquela foto turistão mesmo, mas o melhor mesmo é curtir o visual da ilha e dos prédios de um ponto diferente
O pior: lutar por um lugar ao sol, quer dizer, um lugar para tirar a sua foto com a Estátua da Liberdade
Ano: 2013
País: Brasil
Avaliação: ★★★

9 comentários

  1. Que legal Ana Cesar, obrigado pelo comentário. Para mim, montar o que fazer em NY é como um grande quebra-cabeças, bem complicado porque são muitas opções e todas ótimas. Ainda vou fazer um post sobre isso. Beijos.

  2. Com tantas opções em NY eu não saberia o que indicar para alguém no primeiro dia. Mas suas dicas foram ótimas. No primeiro dia você não quer perder muito tempo e um só lugar, como o Met ou MoMA, que leva o dia inteiro. Mas, além de Times Square, que é o grande cartão postal, a Grand Central é mesmo impordível, e a foto está linda, mostrando bem como é uma linda estação, e ao mesmo tempo um centro super movimentado com o transporte de massa.

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